Impressão Literária: Circo Mecânico Tresaulti

Olá, tudo bem?

Muitas pessoas que vi falando desse livro ou gostaram muito ou disseram “okay”. Eu confesso que sou a que está em cima do muro, mas quase caindo pro Okay da vida do que dizendo “Meu Deus, que livro…”

Só não desanime ainda. Talvez esse tenha sido o meu segundo A Menina Submersa… mas dos avessos.

Não dá para saber o que acontece dentro de alguém depois de tanto tempo, mas ela se lembra do olhar brilhante e selvagem dele toda noite logo antes de ele descer da plataforma.

circo-mecanico-tresaulti-limited-edition-darkside-books-aplicacaoNum mundo pós-apocalíptico, onde as pessoas não tem mais acesso à tecnologias de ponta, uma caravana leva esperança por onde passa. Os artistas são sobreviventes de guerra, que tiveram seus corpos mutilados reconstruídos com complexas estruturas mecânicas.

A primeira coisa que você tem que entender, é que a autora Genevieve Valentine vai te deixar muito confuso: horas você lê em primeira pessoa, horas em segunda… isso quando não tem a terceira pessoa. O passado e o presente as vezes embolam o meio de campo também. Mas se você permanecer firme e forte, você vai se dar conta de como funciona a narrativa e os problemas vão acabar (ou não).

Havia sempre lágrimas de alegria; um homem tão lindamente unido com uma máquina era algo que as pessoas precisavam ver depois de uma guerra como a qual haviam passado. A tecnologia naquela época era armas e sinais de rádio; as pessoas precisavam lembrar-se da arte da máquina.

Eu nunca havia lido nada com a temática de circo, embora eu tenha o livro Circo da Noite no meu KindleOvo. Quando eu vi o Circo Mecânico pelas minhas navegações cibernéticas rsrsrs  eu já me simpatizei com a capa dele, quando a Darkside lançou a versão de luxo, eu pirei. Sabia da história: um mundo pós apocalíptico onde tem um circo onde as pessoas são mecânicas, e o livro vai te entregar isso, fala de como o mundo vive em guerra, das pessoas que foram transformadas com ossos de metal e asas (claro que também há as pessoas que não são transformadas, como um dos narradores da história).

Por falar em narradores, vamos conversar um pouco sobre os personagens. A começar, há bastante, alguns você conhece as histórias do passado (ai que está, do nada você é levado para o passado deles e algumas vezes eu demorei para me situar), outros você não conhecerá tão a fundo, mas existem a Boss, dona do picadeiro, responsável e criadora do circo e suas aberrações; Little George, narrador da história onde você nunca sabe quantos anos ele tem; Bird, trapezista louca que quer as asas; Stenos, parceiro da bird embora eles se odeiem e também quer as asas; Elena, pessoa que você mais vai odiar e mais vai entender; Ying, trapezista que basicamente anuncia as tragédias e Alec, o dono das asas, no começo eu me irritei porque todos falavam dele e dessas asas, até eu entender o motivo. Ah, já ia me esquecendo, aqui também temos o Governo. Sim, embora a Boss faça arte, os militares veem como armas de guerras.

Quando um jovem garoto em especial vai ao circo e se esquece de aplaudir os acrobatas ou o homem forte por estar se perguntando se eles poderiam lhe ser úteis, ele é um homem do governo. (…) Mais tarde, sua mãe lhe perguntará por que ele não gostou do circo. Ele dirá que gostou, mentindo. Ela acreditará nele; é um excelente mentiroso.

Eu vi alguns booktubers falando que acharam que o livro era assustador mas que ao ler perceberam que não, que não tem a pegada tão dark da editora (estou falando que foram alguns booktubers que vi, não estou generalizando), e cara, se você parar para pensar direitinho no livro (e é isso e somente isso que me faz ficar em cima do muro se gosto ou não dele) é que tem uma pegada de loucura. A todo instante a gente está lendo sobre uma linha bem tênue da sanidade e a loucura, e é exatamente por isso que falei lá em cima que o Circo Mecânico foi o meu segundo A Menina Submersa, assim como JotaPluftz disse em um vídeo dela que você tem que ler a história da Imp no momento certo, acredito que o livro Circense da Darkside também tem o seu momento para ser lido. Se o meu momento era esse? Eu não sei, mas eu recomento que você leia, mas lembre-se de ter paciência e tentar enxergar aquilo que alguns narradores do livro não querem que você veja.

Mas é assim que as lembranças são – sempre verdadeiras, nunca a verdade.

Recomendo vocês darem uma olhadinha no canal Estante Etérea, aqui você vai ver a resenha que, o meu ver, foi a mais bacana.

E as ilustrações?

Antes de me despedir, você sabia que na edição brasileira vemos a obra do Wesley Rodrigues? Pois bem, o ilustrador é também quadrinista e animador, onde ganhou um prêmio com Faroeste: um Autêntico Western que ganhou em 2013 melhor curta brasileiro pelo júri popular no Anima Mundi. Para saber mais, clique aqui e conheça o blog do Wesley 😉

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Fica a dica.

Beijos e até mais 😉

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