Livro – Alucinadamente Feliz

Tentarei ser sucinta.

Olá, tudo bem?

Sabe quando sempre que você vai em uma livraria e vê aquela capa que é um tanto curiosa e fica intrigada? Pois bem, Alucinadamente Feliz da Jenny Lawson ficava me encarando e eu fingia que não via, até que, vi na promoção e comprei e posso ser exageradamente sincera? Eu precisava ler esse livro. Ele foi adquirido no momento certo, lido em uma época que me ajudou muito e eu posteguei para ler ele.

[…] afinal não há nada mais chato do que alguém lhe dizendo que tudo estaria bem se você rezasse mais. Ou se sorrisse mais, ou parasse de beber Coca-Cola Zero.

Vamos primeiro a sinopse:

a5cc7225-cba1-4463-9d94-f7ca2e74e230Jenny Lawson está longe de ser uma pessoa comum. Ela mesma se considera colecionadora de transtornos mentais, já que é uma depressiva altamente funcional com transtorno de ansiedade grave, depressão clínica moderada, distúrbio de automutilação brando, transtorno de personalidade esquiva e um ocasional transtorno de despersonalização, além de tricotilomania (que é a compulsão de arrancar os cabelos). Por essa perspectiva, sua vida pode parecer um fardo insustentável. Mas não é.
Após receber a notícia da morte prematura de mais um amigo, Jenny decide não se deixar levar pela depressão e revidar com intensidade, lutando para ser alucinadamente feliz. Mesmo ciente de que às vezes pode acabar uma semana inteira sem energia para levantar da cama, ela resolve que criará para si o maior número possível de experiências hilárias e ridículas a fim de encontrar o caminho de volta à sanidade.
É por meio das situações mais inusitadas que a autora consegue encarar seus transtornos de forma direta e franca, levando o leitor a refletir sobre como a sociedade lida com os distúrbios mentais e aqueles que sofrem deles, sem nunca perder o senso de humor. Jenny parte do princípio de que ninguém deveria ter vergonha de assumir uma crise de ansiedade, ninguém deveria menosprezar o sofrimento alheio por ele ser psicológico, e não físico. Ao contrário, é justamente por abraçar esse lado mais sombrio da vida que se torna possível experimentar, com igual intensidade, não só a dor, mas a alegria.

Sim! Esse livro vai falar dos inúmeros transtornos psicológicos que a autora tem, com enfase na Depressão e de forma bem humorada você acaba entendendo um pouco mais do que essas doenças fazem com a pessoa. Não nego que muitas vezes (claro que em proporções diferentes) eu entendia o que ela estava dizendo, afinal sofro de depressão também e ansiedade (como falei em proporções diferentes da autora).

Finja que é boa nisso

WhatsApp Image 2018-01-07 at 11.07.02Esse livro me fez lembrar e pensar muitas coisas, uma delas foi um vídeo da Tati Feltrin que ela fala sobre o livro Graça Infinita do David Foster Wallace (link aqui) e ela comenta que quando ela percebeu estava rindo da desgraça dos personagens. E basicamente é isso que fazemos lendo o Alucinadamente Feliz, rimos das desgraças da vida, como diria Renato Russo. Mas exatamente isso que faz esse livro ser tão belo, além de ler uma autobiografia da autora, você se sente como se estivesse conversando com ela em um café e contando sobre coisas cotidianas, mas a gente sabe que não são coisas cotidianas, eu pelo menos sei que não é, e honestamente, que embora eu estivesse lendo e rindo, algumas coisas me deram pontadas no coração.

Todos nós temos a nossa cota de tragédia, insanidade ou drama, o que faz toda diferença é o que fazemos com esse horror.

Ah, detalhe, como li entre o fim de dezembro e primeira semana de janeiro, então eu li 60% nos trens da vida e acho que muitas pessoas me acharam louca, o porquê é que eu não parava de rir. logo de cara ela explica o porquê dessa capa. As conversas que ela tem com o marido também são muito boas. É difícil falar de um capitulo que eu não tenha gostado.

Minha dica é: Leia! Simplesmente leia e se delicie com esse livro. Vale muito a pena.

E sabe o que reparei, que esse foi a minha primeira “biografia”. Acho que comecei com o pé direito esse ano.

Ontem à noite, percebi que Rory (guaxinim empalhado) seria um montador perfeito para os gatos (como se eles fossem pequenos cavalos peludos, e o guaxinim, um astro dos rodeios), mas parece que os gatos não viram que seria incrível, então não cooperaram nem um pouco. Tentei criar uma fotomontagem de Rory, o Guaxinim dos Rodeios, mas eles não aceitaram a ideia. […] Em algum momento por volta das duas da manhã, Ferris Mewler (gato) enfim desistiu e ficou parado — irritado, mas resignado — com um Rory extasiado nas costas, […] Mas aí Victor abriu a porta do quarto e gritou: “O QUE DIABO ESTÁ ACONTECENDO AÍ? SÃO DUAS HORAS DA MANHÃ, PORRA”, e Ferris entrou em pânico com os gritos inesperados e disparou pelo corredor. Só que Rory ficou preso nas costas dele enquanto Ferris corria pela sala de estar. E então Victor ficou meio que: “MAS QUE MERDA! QUE DIABO FOI AQUILO?”, porque acho que seus olhos ainda não haviam se ajustado à luz (ou talvez à visão de um guaxinim se divertindo montado em um gato doméstico). Pensei em fingir que estava tão chocada quanto ele e dizer que devia ser só um pequeno chupa-cabra que tinha entrado, mas achei que aquilo só iria gerar mais perguntas. Acabei só abaixando a câmera e perguntando “O que foi o quê?” no tom mais inocente possível.

Beijos e até mais.

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