Impressão Literária – Mundo Sem Fim

Olá, tudo bem?

Decidi que além dos diários de leitura, irei publicar uma resenha SEM SPOILERS do livro como um todo. Isso acontecerá com todos os livros que estou fazendo o diário de leitura para o Projeto Ken Follett.

Então, vamos conversar sobre esse livro MA-RA-VI-LHO-SO!

Uma guerra que dura cem anos. Uma praga que devasta um continente. Uma rivalidade que pode destruir tudo. 

mundo sem fimNa Inglaterra do século XIV, quatro crianças se esgueiram da multidão que sai da catedral de Kingsbridge e vão para a floresta. Lá, elas presenciam a morte de dois homens. Já adultas, suas vidas se unem numa trama feita de determinação, desejo, cobiça e retaliação. Elas verão a prosperidade e a fome, a peste e a guerra. Apesar disso, viverão sempre à sombra do inexplicável assassinato ocorrido naquele dia fatídico. 

Ken Follett encantou milhões de leitores com Os pilares da Terra, um épico magistral e envolvente com drama, guerra, paixão e conflitos familiares sobre a construção de uma catedral na Idade Média.

Agora Mundo sem fim leva o leitor à Kingsbridge de dois séculos depois, quando homens, mulheres e crianças da cidade mais uma vez se digladiam com mudanças devastadoras no rumo da História.

Primeiro tenho que me desculpar, mas sim, essa é o segundo volume de uma “trilogia”,  o primeiro seria Os Pilares da Terra, depois vem o Mundo Sem Fim e por último o Coluna de Fogo, só que, vou ser bem sincera, pelo que percebi não tem problema algum você começar pelo último ou pelo primeiro, comigo pelo menos, Mundo Sem Fim, funcionou muito bem.

No começo vamos acompanhar Gwenda, uma menina de origem pobre é convencida pelo seu pai a cometer um furto na hora da missa que seria celebrado na manhã seguinte em homenagem ao Santo no mosteiro que eles estavam hospedados. E é nessa missa que iremos encontrar as quatro crianças que iremos acompanhar, sendo elas a Gwenda, Ralph, Merthin e Caris.

Logo de cara percebemos que a Caris e o Merthin serão os principais, inclusive eles são o par romântico da história e diferente dos mi mi mi convencionais, ler o romance é prazeroso.

Mundo Sem Fim é dividido em 2 livros são sub-divididos por periodos de alguns anos e é assim que acompanhamos o crescimento dos jovens e o que cada um deles se tornam: Gwenda continua sendo pobre mas se torna a melhor amiga de Caris. A Caris é filha de um grande comerciante de lã e desde pequena ela não entende porque as mulheres tem que se casar e se submeter as ordens do marido, tanto que o sonho dela é ser médica, embora descobre que não pode ser, ser médico é uma dádiva apenas para os monges. Merthin se apaixona pela Caris por causa de sua inteligência, assim como ela, ele é um rapaz muito inteligente, quando crianças, o Conde Roland informa que ele será um aprendiz de artesão e é isso que ele se tornará, um dos melhores. Em contra partida, o irmão de Ralph se torna Cavaleiro e sempre pensa em restaurar a honra e status da familia, ele é uma criança violenta e quando cresce não muda.

Temos também personagens bem marcantes: o Conde Roland, Philemon  (que é irmão da Gwenda), Petranilha (tia da Caris) e o Godwyn (filho único de Petranilha e monge). Cada um desses personagens se tornam marcantes, pelo simples fato de que alguns são odiáveis nos mais altos níveis, meio que se tornando vilões da história, sabe. Mas dizer que eles os vilões é exagero, mas que você os odiará, não tenho dúvidas.

Ken Follett sabe escrever de uma forma simples e confortável, sempre evitei histórias assim, pois achava que seriam massantes, mas para a minha surpresa, foi agradável ler o livro. O autor nos ambienta muito bem com o que está acontecendo com o país durante os anos, além de não deixar nenhuma ponta solta na história. Mesmo aquele detalhe do incio, vai ter uma grande força no fim. Acompanhamos o crescimento de uma cidade inteira e como é desafiador os obstáculos que são impostos quando você visa o crescimento geral, sendo afetados tanto internamente quanto externamente.

Mas não posso encerrar essa postagem sem falar de duas coisas, que estão interligadas: a personagem Gwenda e o poder feminino. Primeiro vamos falar do poder feminino nesse livro: Não há uma única mulher que não seja forte e respeitável, até mesmo a Petranilha que é maquiavélica, tem uma presença muito forte. Sim, vemos aqui mulheres buscando seus interesses em um período que elas eram tratadas como pessoas que não sabiam das coisas. O Follett vai descrever a garra de cada uma delas com tanta destreza que você fica maravilhado e percebe como, nós mulheres, somos sim fortes e muitas vezes somos as responsáveis por manter as engrenagens da vida de uma família em constante movimento. E aqui entra a Gwenda, sem dúvidas é a minha personagem preferida. Embora ela não tenha tanto destaque, a história da vida dela é cheia de pedras e sofrimentos, mas o final você fica com um alivio no peito.

Se você quer ler romance histórico, mega indico o Ken Follett, pode ter sido meu primeiro passo para esse mundo, mas pode ter certeza que foi um dos melhores.

Caso tenha ficado interessado no livro, o blog é associado da Amazon e na compra desse livro ou qualquer outro acessando o esse link, você estará ajudando o blog. Muitíssimo agradecida.

Quer saber como foram as outras postagens? Segue todas relacionadas ao Projeto:

Um beijo e até mais 😉

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

Escreva um blog: WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: