[Livro] Origem – Dan Brown

Autor: Dan Brown
Editora: Arqueiro
Publicado: 2017
Páginas: 427
Gênero: romance policial / suspense

Olá, tudo bem?

Gente, eu estou para publicar essa impressão já tem alguns dias, mas como está sendo difícil elaborar um texto de um autor que gosto tanto, de um livro que gostei mais ainda e que daria muito pano pra manga, só foi agora, assistindo um filme qualquer e tomando muito café nesse livro que consegui sintetizar os pensamentos e fazer eles pularem para cá. Então já me desculpo antecipadamente se você achar que estou falando as coisas meio sem pé nem cabeça.

– Não quero ser desrespeitoso, Winston, mas preciso dizer: frequentemente acho difícil saber quando algo é “arte moderna” ou quando algo é pura bizarrice.

origemA primeira coisa que acho legal vocês saberem, é que essa foi uma leitura em conjunto que fiz com o @felipepeixiinho. Pretendo começar a lançar essas leituras em conjunto com o pessoal do blog, e toda vez que for alguém do Entre Nos Mundos meu parceiro de leitura, faremos uma única postagem mas com duas ou mais impressões. Então no final da minha linha de raciocínio, postarei a do Felipe também.

Pra começo de conversa o livro é mais uma aventura do nosso querido professor de simbologia Robert Lagdon. Ele foi convidado para um evento que o seu ex-aluno e, agora futurólogo, vai expor sua nova descoberta em relação a humanidade. A apresentação será feita no Museu de Guggenheim de Bilbao na Espanha. De onde viemos? Para onde vamos? Essas duas perguntas são feitas por nós e será desvendada na noite, pelo menos é o que todos acreditam, quando Robert assiste ao vivo, assim como milhões de pessoas ao mundo, a morte do Edmond  Kirsch. Nosso professor vai em busca das respostas junto com a futura rainha consorte da Espanha.

Você tem inimigos? Bom, isso significa que você defende alguma coisa!

Já li todos os livros do autor. Meu primeiro contato foi com o Código Da Vinci. Dai em diante fui ganhando os outros livros e pegando emprestado na biblioteca do Senac. Inferno, Fortaleza Digital e agora Origem estão entre os meus preferidos e os motivos para eu gostar desse livro são:

  • É um livro totalmente moderno que toca um assunto muito antigo;
  • Eu tenho um amor pela tecnologia (não é atoa que sou profissional na área) e o meu sonho é trabalhar com inteligencias artificiais;
  • Esse livro é muito mais calmo que os outros e muito mais profundo.

Calma ai, antes de você falar “tu tá louca em dizer que ele é mais calmo?”, digo que ele é mais calmo comparado os outros romances, já que acompanhávamos freneticamente o  Robert nas aventuras que, iam de um lugar para outro onde as informações do ambiente eram muito abrangentes e ricas. Esse livro parece que o autor colocou o personagem como se estivesse mais cansado das aventuras. E não me entenda mal, não achei ele parado, só me parecia que ele carregava com sigo muito conhecimento e muito peso nas costas.

– Como diz o velho ditado: O homem planeja e Deus ri.

Falando em peso nas costas, uma coisa que observei, divertidamente, em uma das discussões que tive desse livro, foi ver como as pessoas elas reclamam do Dan Brown por sempre colocar a igreja no meio e ser “vilã” em algumas de suas histórias, isso só me fez pensar como as pessoas tendem a proteger, as vezes cegamente e negando-se a analisar as coisas por outro ponto de vista. E não estou querendo crucificar a igreja nessa postagem, só estou tentando dizer, que, se o autor faz da igreja o vilão é porque as costas das religiões muitas vezes podemos encontrar um fardo muito pesado, que é abstraído.

Por mais que eu seja atéia, sempre cresci perto da religião principalmente a católica e sei muito bem respeitar a crença dos outros. Acredito que o que o autor faz, não é simplesmente e gratuitamente atacar a religião, ele nos tira da nossa zona de conforte e nos apresenta pontos de vistas que mostram motivos ou ações que a igreja teve na história. E sejamos honestos, as religiões em determinados momentos foram cruéis, muitas guerras foram travadas em nome de alguma força maior. Mas o que o Dan Brown escreve não é a verdade universal, eu vejo mais como pontos de partidas para pesquisas e aumentar o nosso conhecimento da nossa própria história.

Nada é inventado, já que está escrito primeiro na natureza.

A originalidade consiste em voltar a origem.

– Antoni Galdi

Não falando de religião, mas abordando ainda essa linha de raciocínio de que o autor nos apresenta pontos principais para iniciarmos uma pesquisa e querer saber mais sobre, é que eu estudei espanhol na minha infância e eu tenho muita vontade de ir para a Espanha, recentemente eu li A Sombra do Vento, e quando eu li, eu me recordei das aulas de história sobre a 2° Guerra Mundial, pois a Espanha não participou, havia uma guerra civil com o ditador Francisco Franco. O livro Origem, vai nos contar mais sobre o ditador e como isso afetou tanto a nação espanhola que seguiu a vida fingindo que nada houve de tão terrível. E confesso que quero ler mais coisas a respeito dessa época, estudar mesmo, saber tudo o que eu puder. Se a centelha surgiu com o livro do Zafón, a fogueira aumentou com o livro do Dan Brown.

Já percebeu que eu poderia escrever várias coisas aqui a respeito disso né!? Mas antes de finalizar a minha parte nessa postagem, queria falar sobre a I.A. ou mais conhecida como Inteligência Artificial. Como já mencionei, sou uma apaixonada pela I.A., não só em relação ao trabalho, mas filmes, livros, animes… tudo está relacionado a essa obra de arte que os humanos estão fazendo evoluir. Não acredito que as máquinas irão nos dominar, pois a programação delas é feita a partir de um homem, ou seja, não passa de linhas de códigos que o homem escreve, então, as ações de uma máquina não passa da vontade de um ser humano.

– Sinto que o senhor está em conflito. – continuou Winston – É bastante comum os humanos sentimentalizarem os relacionamentos com inteligências sintéticas.

O Robert Langdon continua um professor sensacional, embora achei ele mais comedido. A Ambra Vidal é… esquecivel. O principe da Espanha é uma pessoa interessante, mas não mais interessante que o seu pai, o Rei e o Bispo Valdespino. Edmond Kirsch é brilhante, enquanto eu conhecia mais a história dele mais vontade eu ficava de saber sobre ele. Só que o Winston, esse personagem é arrebatador.

 

Indico super a leitura do livro, agora vamos saber o que o Felipe achou?

 

Fazia bastante tempo que não pegava um livro de Dan Brown pra ler. Meu último contanto com ele foi o Símbolo Perdido, isso na época do seu lançamento aqui no Brasil.

Bem, devo começar dizendo que gosto bastante da narrativa dele, embora em alguns casos ache maçante ou desnecessário o nível de descrição que ele coloca e isso quebra um pouco o ritmo de leitura que na maioria das vezes é bem rápido e preciso. Especificamente nesse livro achei o começo um pouco lento, tanto que só comecei a entrar num bom ritmo a parti do capitulo 14 (não se assustem o livro tem mais de 100 capítulos), dai pra frente à trama vai nunca crescente, não muito rápida, mas empolgante. Mesmo assim eu senti que o autor perdeu um pouco do seu “brilho” nesse livro, faltou um senso maior de “aventura e perigo” presentes nas histórias protagonizadas por Robert Langdon. Talvez pelo nosso amado professor de Simbologia de Harvard está envelhecendo e seu vigor esta diminuindo.

– Muitos de nós têm medo de ser chamados de ateus. – disse Kirsch aos alunos reunidos – No entanto, o ateísmo não é uma filosofia nem uma visão de mundo. O ateísmo é simplesmente  uma admissão do óbvio.

Não senti um senso real de perigo nessa história e nem a já acostumada correria contra o tempo para a resolução da situação. Em compensação as incríveis “aulas de história e simbolismo” estão presentes para nos lembrar do quão pouco sabemos sobre tantas coisas (mais alguém ai para a leitura e vai pesquisar sobre as obras e lugares mencionados nas histórias dele? A Igreja da Sagrada família entrou fácil pra minha lista de lugares que eu tenho que conhecer antes de morrer!).

origem 2Outro ponto que achei bem fraco foi a personagem feminina da vez, Ambra Vidal não mostra a que veio, sendo só uma personagem que serve para nos ajudar a entender as coisas através das explicações que ela recebe do Robert. Acho que nenhuma personagem irar superar a inteligência e garra de Vittoria Vetra (anjos e demônios) ou a importância de Sophie Neveu (código Da Vinci). Não é machismo da minha parte, apenas estava acostumado com personagens femininas bem fortes e que impunham mais presença e respeito, tanto que em fortaleza digital e Ponto de Impacto os personagens protagonistas são mulheres que deixariam o velho Professor Langdon no chinelo.

Em resumo eu gostei sim da obra, achei bem coerente e verdadeira a mensagem que ele passar através de uma das respostas para o mistério do livro e é uma leitura que diverte, instiga a curiosidade sobre as obras e lugares mencionados. Entrei nessa leitura descompromissado e sem grandes expectativas e acho que por isso achei uma obra divertida no seu geral.

Nota da dona da bagaceira toda: Gente eu juro que só li a publicação do Felipe agora, após a minha própria impressão, e fiquei chocada em perceber que as impressões são bem similares a respeito do cansaço do nosso professor e que a Ambra e nada é a mesma coisa. E só uma outra observação: eu sou atéia, o Felipe é cristão.

 

 

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