[Dica] Mês do Horror – Dicas de Livro, Mangá, HQ e Anime

Para fechar com chave de ouro esse mês temático, eu e o Felipe resolvemos indicar alguns conteúdos relacionado ao terror. Para isso, cada um ficou responsável por duas coisas: mangá, livro, história em quadrinho e anime.

Mangá:  sem dúvidas foi o mais bizarro e assustador que li esse mês, e com certeza o do ano também, Uzumaki de Junji Ito. Já trouxe outra obra do Ito aqui ([Mangá] Fragmentos do Horror – Junji Ito), mas diferente da coletânea de histórias que é Fragmentos do Horror, Uzumaki é uma única história que vai mexer um pouco com você e até fazer você olhar torto para objetos com formato de espiral.

Acompanhamos Kirie Goshima e seu namorado Shuishi Saito se envolvendo em casos estranhos na cidade Kurôzu (que significa redemoinho preto). Tudo começa quando o pai de Shuishi desenvolve uma paixão quase que doentia por espirais, desde desenhos a objetos que tem esse formato. Shiuishi estuda na cidade vizinha, e todos os dias deixa Kurôzu e só retorna no final da tarde, o que faz com que ele comece a sentir algo de estranho na sua cidade, já que passa boa parte do seu tempo fora dela, e este sabe que tem algo a haver com as espirais que estão presente em toda parte, seja com o vento que provoca pequenos redemoinhos, seja na água dos esgotos que fazem o mesmo redemoinho enquanto correm pelas ruas. Shuishi consegui convencer Kirie que a algo de errado com a cidade e assim ambos começam a vivenciar situações bem macabras, mas que parece não atrair a atenção dos outros moradores.

Uma história absurda, muito bizarra e que ao mesmo tempo te incomoda e te prende. Porém ela tem um furo que é meio forçado: como o fato de estar acontecendo coisas inexplicáveis, mas o restante dos moradores não demostram interesse ou entram em pânico com a situação. Por exemplo, pessoas virando lesmas gigantes e os outros “prendendo em gaiolas e criando elas como bichos exóticos”, ou o capitulo do hospital dominado por grávidas vampiras que depois que Kirie foge de lá, não é mais citado o que acontece.

Outro ponto é que a narrativa se prende muito ao casal principal, sempre que Kirie se envolve com algo tudo fica “normal” até que Shuishi aparece, ai as coisas bizarras acontecem e eles tem que “resolver”. Da a entender que Shuishi é gatilho das coisas, só que não é bem assim, todas as histórias poderiam muito bem ter acontecido sem a intervenção do casal, o que daria uma visão bem mais geral da situação, afinal o terceiro personagem principal, e talvez até o maior protagonista dessa história, seja a cidade, pois é ela que causa tudo e só faz sentindo (ou não) no final porque é naquela cidade.

Se você é um pouco mais sensível a coisas estranhas eu não recomendo esse mangá. Você não verá sangue e tripas, mas deformações e mutações assustadores vão fazer você fechar as paginas rapidamente ou ficar virando o rosto várias vezes (o homem lesma do final do capitulo 8 não sai da minha cabeça) ao longo de 614 paginas. No final a um capitulo extra que não se encaixa direito na obra, parece que o autor “esqueceu” de por ele no meio da história e jogou no final. Um capítulo totalmente desnecessário.

Fica a dica do mangá mais perturbador que já li. Lançado pela editora Devir em um único e gigantesco volume.

Livro: Ainda acho que o maior terror é aquele criado por outro ser humano e como tenho tendências a ler/ver histórias relacionadas a Serial Killers, vou indicar um livro do mesmo nome, lançado pela Incrivel DarkSide. Sim, estou falando Serial Killer – Anatomia do Mal.

Escrito pelo Harold Schrechter vamos acompanhar casos de todos os tipos de psicopatas que ganharam o mundo com os seus crimes brutais (e em alguns casos bem elaborados), mas há também casos nem tão famosos mas que são tão chocantes quanto.

O autor não somente comenta os casos, ele destrincha (na medida do possível e de uma forma bem leiga para que qualquer pessoa consiga compreender) o perfil de alguém que mata em série, como chegaram a esse termo e quais são as principais características que essas pessoas tem.

Resolvi colocar esse livro neste tópico por que houveram alguns relatos que a gente pensa que só veria em filmes, mas beiram tanto a insanidade de quem as cometeu que dá medo.

Anime: Se você me acompanha no Instagram (@Felipepeixiinho), sabe que eu reli essa obra durante esse mês e resolvi assistir novamente ao anime apenas pela nostalgia.

Para quem não conhece, Another conta a história da sala 3 do nono ano do ensino fundamental do colégio Yomiama (sala 3-3 no mangá). 26 anos antes, um aluno dessa sala morreu em um acidente, tristes e incrédulos com o ocorrido, seus colegas de sala passaram a fingir que ele continuava entre eles. Estava tudo bem até o dia da formatura quando na foto da turma, aquele que não deveria estar lá, aparece de pé sorrindo junto com os outros. A partir dai nos anos seguintes os novos alunos da sala 3 começaram a sofrer um fenômeno onde pelo menos um aluno ou familiar próximo morria ao longo dos meses.

Sakakibara é um aluno transferido que cai nessa sala, mas por conta de um problema de saúde ele não comparece ao primeiro mês de aula, quando vai a escola é recebido bem por todos, mas ele nota um certo “clima desconfortável” na turma, como se eles temessem algo, e a uma misteriosa garota com um tapa-olho que ninguém conversar, aparentemente apenas Sakakibara a vê. E assim as coisas ficam mais confusas e estranhas quando seus colegas começam a morrer de foras bem improváveis. Quem é Misaki? Qual o segredo da turma 3 do nono ano? Quem é o morto? Essas são todas as duvidas de Sakakibara e as do leitor/espectador também.

Focando no anime, o primeiro ponto que se difere do mangá é a estética dos personagens, no anime os produtores optaram por algo mais infantil e um pouco menos sombrio, o que faz o espectador não se envolver muito logo de cara com o clima da obra, mas a trilha sonora de suspense sutil ajuda um pouco mais nisso. Há passagens exclusivas do anime, como o episódio da praia, nada que mude muito da obra original, mas que prolonga um pouco mais da história.

E o final diverge nos acontecimentos, dando um clima mais tenso e forte para a obra, que de certa forma melhorou muito em comparação com o final do mangá que é mais direto e rápido. Visualmente os dois últimos episódios são bem assustadores.

História em Quadrinhos: E por fim, porém não menos importante, venho recomendar o primeiro volume de Constantine: A Fagulha e a Chama. 

Aqui o Jhon Constantine vai procurar pelas peças de um artefato que quem o tiver em mãos terá muita magia. Como um mago que já sabe como ter esse poder pode corromper as pessoas e que está sozinho aqui na Terra e que todos no inferno estão louco para tê-lo nas mãos,  ele fará de tudo para encontrar o artefato antes que caia em outras mãos.

Se eu contar mais é spoiler, porém posso acrescentar que aparece um herói que fiquei mega surpresa em ter aparecido.

Bom, essas foram as dicas pra você passar o Halloween meio desconfortável mais cheio de entusiasmos por se assustar um pouquinho. Até a próxima!!!

 

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