[Livro] O Herege – Bernard Cornwell

12 Livros

Olá, tudo bem?

Terceiro e “último” volume da trilogia A Busca do Graal, não poderia deixar de ter sido intensa e hoje vamos conversar sobre O Herege, mas caso você ainda não tenha visto as outras resenhas, recomento dar uma olhadinha no O Arqueiro e O Andarilho.

Nesse livro é inevitável que todos que estavam à procura do Graal se encontra-se, e mais inevitável ainda que fosse em Astarac, cidade que há muito foi lar dos Vexiles que detinham o poder do Cálice em que Jesus compartilhou com os seus doze apóstolos.

– Não posso dizer mais nada, excelência, porque não ouvi nada que me diga que o Graal está em Astarac. Mas de uma coisa eu sei, e sei como sei que meus ossos em breve irão descansar com os meus irmão neste ossário. A busca pelo Graal, excelência, leva os homens à loucura. Ela nos ofusca, ela nos confunde, e deixa-os choramingando. É uma coisa perigosa, excelência, que é melhor deixar por conta dos trovadores. Que eles cantem sobre ele e façam poemas a seu respeito, mas pelo amor de Deus não arrisque a sua alma indo à procura dele.

Todo começo dos livros do Cornwell são meio lentos para mim, e com esse não foi diferente, porém só fiquei me arrastando nas cinquenta primeiras páginas, nas demais fluíram super bem.

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Finalmente conhecemos Astarac, terras que pertenciam a familia Vexile do qual o Thomas de Hookton descende. Ele parte com Robin e o Sir Guilaume para invadirem Castillon d’Arbizon, local que vive em paz há muito tempo, dominado pelos franceses. O Conde de Berat, e consequentemente de Castillon d’Arbizon, acha que sobre ele abateu-se alguma maldição, pois em todos os casamentos que teve, nenhuma de suas mulheres lhe deu um herdeiro, por isso ele dedica-se as escrituras e relíquias da igreja, criando várias paróquias em suas terras. Quando fica sabendo que um dominicano enviado pelo arcebispo Louis Bessières irá visitar sua biblioteca, ele fica um tanto quanto encucado e resolve analisar todos os documentos das terras, já que ele conhece as lendas em volta da família Vexile. Seu frade não fica muito contente, pois, no dia seguinte partiria para Castillon d’Arbizon para queimar uma mulher na fogueira que ele acusou-a de ser beguina. Mas, em paralelo com os acontecimentos em Berat, Thomas salva justamente a mulher que seria queimada pela igreja. Daí em diante, meus amigos, a bola de neve fica cada vez maior e todos os lados que estavam em busca do cálice sagrado fica mais próximo do confronto inevitável.

… Seu pai, louco, irado e brilhante, certa vez rira da ideia que a igreja fazia da heresia. Aquilo que era herege um dia, dissera o padre Ralph, era doutrina da Igreja no dia seguinte, e Deus, dissera ele, não precisava dos homens para queimar gente: Deus podia fazer aquilo muito bem sozinho.

Isso tudo que falei é só o começo do livro,muitas coisas acontecem, coisas previsíveis e outras nem tanto, mas eu confesso que me incomodei com esse livro. A Genevieve na verdade foi uma personagem que me incomodou. Não consegui sentir empatia por ela e – caso não queira mais spoiler prossiga para a próxima estrofe – desde o começo sabia que ela seria o pivô de todos os problemas do arqueiro.

As cenas de batalhas são formidáveis, não tem como escrever uma resenha de algum livro do Cornwell e não ressaltar isso: ele é mestre em escrever de uma forma que pareça que você está no meio da cena. É incrível como as descrições deles são quase reais.

Não quero me prologar aqui e acabar com a sua experiência de leitura, mas sem dúvidas, A Busca do Graal é uma boa trilogia caso você goste de cenas de batalhas e queira conhecer mais sobre a Guerra dos Cem Anos. Outra coisa,ao terminar o livro, é claro, é que percebi como estou consumindo esse tipo de literatura, digamos que seja ficção histórica (pelo menos chamo assim na minha cabeça), e nas ultimas partes do livro eu percebi que ano passado li um livro sobre a Guerra dos Cem Anos e nem me dei conta, que foi o Mundo Sem Fim do Ken Follett. Esses livros eles tem uma riqueza histórica maravilhosa, e meio que para mim, um foi de certa forma,complemento para o outro.

Beijos e até mais 😉

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